Nesse momento delicado, em que os Agentes Prisionais, Monitores e Administrativos da SSP começam a aderir à mobilização da luta pela aplicação da Lei 254/03, o SINTESPE está, mais do que nunca, ao lado da categoria, atuando na defesa dos interesses desses trabalhadores e da liberdade de mobilização dentro dos locais de trabalho.
No dia 17 de maio o Deap laçou a comunicação interna 348/2007, onde ameaça os trabalhadores do sistema prisional, buscando assim limitar um direito garantido a toda categoria de lutar democraticamente por seus interesses.
Ao tomar conhecimento de tal documento o SINTESPE, já na manhã do dia 17, tomou as atitudes que considerou cabíveis para denunciar e evitar esse ataque à liberdade e autonomia sindical. Na sessão realizada na Assembléia Legislativa naquele mesmo dia, o SINTESPE levou ao conhecimento de todos os Deputados Estaduais o conteúdo da comunicação interna do Deap, com a leitura do documento em plenário. A leitura foi realizada pelo Deputado Jailson Lima da Silva, com apoio do Deputado Sargento Soares. Na mesma ocasião, os representantes do SINTESPE cobraram do líder do governo na AL, Deputado João Henrique Blasi, firmes atitudes contra essa tentativa de cerceamento da liberdade de mobilização dos trabalhadores do sistema prisional.
Com essa atitude o Sindicato tornou pública e oficial sua posição de não admitir nenhum tipo de ataque à liberdade sindical. O SINTESPE entende que, com este documento, o governo está empurrando os trabalhadores para a greve de fato, uma vez que afirma que aqueles que aderirem ao movimento grevista serão proibidos de entrar em seus locais de trabalho.
Contudo, apesar dos temores do governo, ainda não há nenhuma definição com relação à realização ou não de uma greve, o que só será decidido na Assembléia da categoria, convocada pelo SINTESPE para o dia 23 de maio. Essa é uma decisão dos trabalhadores, não do SINTESPE e, muito menos, da direção do Deap.
Por enquanto, os diretores do SINTESPE estão percorrendo os locais de trabalho e percebem a clara indignação da categoria, não apenas com o não cumprimento da Lei 254, mas também com as péssimas condições de trabalho provocadas por superlotação nas unidades, carência de funcionários e disputas por cargos de direção. O que o Sindicato espera é que essa indignação traduza-se em ação, através da participação massiva dos trabalhadores na Assembléia Extraordinária. |