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Agentes sofrem
violência Funcionárias de
penitenciárias de SP são vítimas de agressões e
torturas das presas durante
motins
As agentes penitenciárias também
são vítimas da fúria da população carcerária em
dias de levante.
Foi o que aconteceu
com a agente Luíza Mara Lopes, 40 anos, e outras
sete colegas de trabalho. Todas elas foram
mantidas reféns e espancadas por detentas em uma
rebelião no dia 20 de fevereiro de 2006 na
Penitenciária Feminina de SantAna, no Carandiru,
zona norte de São Paulo.
Luíza chegou ao
local de serviço às 6h. Três horas depois, as
presas se rebelaram. Luíza foi amarrada a um
botijão de gás. Sob constantes ameaças de morte,
foi obrigada a vestir o uniforme de uma das
presidiárias. Ela foi espancada com cabo de
enxada. Também teve uma faca e um caco de vidro
encostados no pescoço. Luíza não superou o trauma:
precisou de acompanhamento
psiquiátrico.
A colega e amiga
Graziela também foi espancada, além de torturada
com cigarros acesos. As marcas da violência
levaram dias para desaparecer, e as cenas de
terror não foram esquecidas. Outra colega foi
mantida refém durante oito horas. Teve sede. Pediu
água e as detentas lhe deram solvente.
Tentativa de fazer
refém Suzane von Richthofen
No dia da rebelião,
detentos do regime semi-aberto trabalhavam na
Penitenciária Feminina de SantAna. Segundo
funcionários, os presos ajudaram as rebeladas e
ameaçaram violentar sexualmente as
agentes.
Terror semelhante
foi verificado em 24 de agosto de 2004 na vizinha
Penitenciária Feminina da Capital, também no
Carandiru. As presas se rebelaram após a
transferência de uma detenta que estava jurada de
morte. Como não conseguiram executá-la, iniciaram
o levante. As amotinadas tentaram fazer refém a
presidiária Suzane von Richthofen, condenada pelo
assassinato do pai e da mãe, ocorrido em outubro
de 2002.
As rebeladas só não
fizeram Suzane refém por causa da intervenção
rápida de uma agente penitenciária. A funcionária
retirou Suzane às pressas do pavilhão e a levou
para uma cela da inclusão, no setor da
administração. Mas a funcionária não foi poupada.
Foi espancada.
Fone: Folha de São
Paulo
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