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O Governo de
Luiz Henrique da Silveira não pode mais usar
desculpas para tentar justificar a falta de
reposição salarial em favor dos Servidores
Públicos Estaduais, como o velho e desgastado
argumento de falta de caixa para atender a pauta
da Campanha Salarial do SINTESPE 2009. Entre as
reivindicações do SINTESPE, neste primeiro momento
estão sendo priorizada a descompactação da tabela
salarial unificada, com reposição da inflação do
período, bem como o reajuste no valor do
vale-alimentação, que está congelado desde sua
criação no ano de 2000. Como é público e notório
os servidores Públicos Estaduais não tem data base
para negociação, não tem reposição da inflação
anual, como ocorre com a iniciativa privada, e não
é por acaso que os servidores vão às ruas.
De acordo com estudos do DIEESE elaborados
para o SINTESPE, o Estado tem um dispêndio com
salários de 32,52% da receita, muito longe do
limite de 49% para o Executivo, permitido pela Lei
de Responsabilidade Fiscal (LRF). O Estado de SC
vem arrecadando como nunca antes em sua história.
Com receita corrente líquida em 2008 de R$ 10
bilhões, o governo teria margem para conceder
reajuste linear de salários a todos os servidores
de até 32,52%.
Em 2008, a despesa de
pessoal do Estado de Santa Catarina (todos os
poderes) foi de R$ 4.718.168 bilhões,
representando um aumento de 16,68% em relação ao
exercício de 2007, quando alcançou R$ 4.043.546
bilhões. Essa despesa (investimento) correspondeu
a 45,28% da Receita Corrente Líquida (RCL) de R$
10 bilhões, inferior ao limite legal que é de 60%
para todos os poderes. A receita líquida de 2008
foi reforçada pela antecipação de Recursos
Federais (Federalização do IPESC) IPREV de (R$
376.729.034,76 milhões), pela venda da
conta-salário (BESC) dos servidores do Poder
Executivo (R$ 216.185.729,55 milhões) e em
decorrência dos repasses de verbas destinadas ao
atendimento das enchentes ocorridas em novembro de
2008 (R$ 155.146.555,06 milhões).
Se
comparados os investimentos consolidados com
pessoal, e o novo valor da receita corrente
líquida, chega-se a um percentual de 48,78%, muito
abaixo dos 60% permitidos pela Lei de
Responsabilidade Fiscal, conforme alerta o
Tribunal de Contas do Estado, sobre o parecer
prévio das contas prestadas pelo Governador do
Estado. O total de investimento com pessoal de
todos os poderes em dezembro de 2008, alcançou
45,28% ou R$ 4.718.168 (quatro bilhões, setecentos
e dezoito milhões e cento e sessenta e oito mil)
equivalentes a 45,28% da RCL. Estes gastos
poderiam chegar a até R$ 6.252.547.422,00 (Seis
Bilhões), equivalentes a 60% da RCL, ou seja,
existia em dezembro último uma margem para
reajuste de salários de até 32,52%.
De
acordo com o DIEESE os indicadores contábeis
relativos aos primeiros seis meses de 2009 revelam
uma melhoria na comparação com o primeiro semestre
de 2008, mesmo com os reflexos da crise financeira
sobre o crescimento do Brasil e sobre a
arrecadação do Estado. Os técnicos do DIEESE
destacam ainda que houve um acréscimo na Receita
Líquida de 23,64%, nos últimos 12 meses até junho,
em relação aos doze meses anteriores, o que é
notável, dado o fato de que este período inclui o
último trimestre de 2008 e o primeiro de 2009, a
pior fase da crise financeira no Brasil.
Descontando a inflação do período, o
aumento real da receita é muito expressivo. A
Receita Líquida Real, isto é, após o desconto da
inflação, aumentou no período 15,45%, um acréscimo
equivalente a R$ 1, 122 (um bilhão e cento e vinte
e dois milhões). Em contrapartida os investimentos
com pessoal no poder Executivo expandiram 3,38%
vegetativo ao ano, comprometendo 32,62% da RCL em
junho (uma queda de 5,43 pontos percentuais em
relação a 2008).
No conjunto de todos os
poderes os gastos com pessoal aumentaram 7,33%
vegetativo ano, comprometendo 41,47% da RCL, ainda
assim, abaixo do limite legal, que pode chegar a
60%. Outros indicadores mostraram melhora
sensível, como no caso do resultado financeiro
(ativo menos passivo financeiro) que dobrou de
valor no período. E por fim lembrar que Somos
trabalhadores do serviço público estadual,
trabalhamos para a sociedade, queremos respeito de
quem foi eleito para administrar o Estado, com
responsabilidade, ética e seriedade.
A
DIREÇÃO
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