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PEDÁGIO
Entidades Sindicais e populares conscientizam palhocenses contra pedágios


No último sábado , dia 23/05, as ruas centrais do Município de Palhoça, na Grande Florianópolis  foram palco de um manifesto contra pedágio que será cobrado na BR-101 a partir de julho, quando uma praça de cobrança será instalada na cidade.  A iniciativa partiu dos movimentos sociais e entidades sindicais, entre eles o SINTESPE, que distribuíram panfletos com objetivo de mobilizar e conscientizar a população da região contra a cobrança dessa tarifa. A atitude serviu também para convocar os moradores a participarem do Ato Público no dia 30/05.

Para o presidente do SINTESPE e membro da coordenação da CMS, Mario Antonio da Silva, a população de Palhoça, os catarinenses e os demais estados brasileiros não deveriam pagar pedágios, pois já são cobrados impostos (IPVA, CIDE e outros) que, pelo menos na teoria, deveriam financiar o setor rodoviário. “A sociedade civil organizada tem que se revoltar contra essa prática de tributação tripla”, ressaltou Mario.

Apesar do esforço dos movimentos sociais/sindicais para tentar conscientizar a população loca,l alguns moradores por desconhecerem o papel do Estado como responsável em investimentos na infraestrutura e manutenção das rodovias, emitem opiniões divergentes e até mesmo equivocadas sobre o assunto. A dona de casa, Roberta Moura, acredita que o dinheiro do pedágio vai melhorar muito as estradas, assim como o atendimento de socorro em caso de acidente. “Eu tive um pequeno acidente de carro na BR-101 na altura da Intelbrás, por ser um local escuro e pela falta de sinalização. Em menos de cinco minutos, chegaram a ambulância, o guincho e o carro da inspeção. Por isso, sou a favor do pedágio”, explicou.

Outro morador que compartilha da mesma opinião é o motorista Argeu Moraes. “Sou contra apenas o local construído. Deveria ter sido entre Paulo Lopes e Palhoça. Não me importo de pagar, pois sei que o dinheiro vai melhorar as rodovias, o atendimento aos motoristas e o socorro prestado”.

Já para o vendedor e morador Olei Salomão é um absurdo a cobrança de mais um imposto. “Moro no bairro Furadinho e trabalho na Palhoça. Às vezes preciso atravessar a praça de pedágio até seis vezes no dia. Imagina ter que pagar todas as travessias?”. Ele comentou que uma vez foi de Curitiba a Cascavel e gastou R$ 90 com pedágios somente na ida. E teve praça que chegou a pagar R$ 7. “Isto é uma cachoeira de dinheiro para as concessionárias, por isso, me recuso a pagar”, denunciou.

O publicitário Hilton Ouriques está totalmente contra a cobrança de pedágio. Para ele, o meio de transporte é um bem público e isto agride o direito de ir e vir das pessoas. “Chega de pagar impostos!”,  enfatiza.

Participação da população é imprescindível

Rodovias estão sendo duplicadas com dinheiro público e, depois de prontas, serão concedidas às empresas privadas e multinacionais, que lucram mais uma vez em cima da sociedade brasileira. Estas empresas recebem de presente rodovias novas e duplicadas para explorar a população. A BR-101, por exemplo, ainda não foi concluída.

Por isso, convidamos todos a participarem do próximo Ato Público:

.:: Panfleto ::.


Fotos da panfletagem do dia 23/05

.:: FOTOS ::.
Panfleto Contra o Pedágio
.:: PANFLETO ::.
 
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.:: SSP/DC ::.


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