Cadastre-se e receba jornais e boletins
Nome:


E-mail:


 
 
 
 
Invasão Criminosa
 

Em passagem pela região norte da Ilha de Santa Catarina (Florianópolis) dias destes, a trabalho, fui convidado por um amigo para conhecer a badalada Praia Brava. Quando este amigo que estava ao volante direcionou o carro para aquele balneário, logo na descida já foi possível visualizar aquele chapadão de concreto em frente à praia e, na mesma descida, um posto policial da Polícia Militar (PMSC), tudo obra do destino. Seguimos em direção à entrada, que na chegada é formada por uma rótula, mas que não oferece acesso público à praia. Uma situação muito estranha, pois só há acesso para os condomínios ali construídos. Percorremos a praia de ponta a ponta, e só o que víamos eram condomínios. Acesso à praia, somente num cantinho no lado norte, quando se chega ao final dos condomínios, que se posicionam frente à praia.

É algo surreal. Lotearam aquele balneário, destruíram toda e qualquer condição da população local e turistas terem acesso àquela praia. As construções e prédios vão até a beira da praia. Os condomínios no lado oposto da rua estão encravados na encosta do morro. Tudo construído em área de preservação permanente.

Como foi possível a destruição pura e simples daquela praia? O desrespeito com a natureza, com o que fizeram neste pequeno paraíso de nossa Ilha, é de doer no coração. Como foi possível? Onde entra o poder público nesta bandalheira toda? Cadê a responsabilidade do IPUF, do IBAMA e da FATMA? Até quando vamos perguntar, e quando obteremos respostas? Privatizaram uma praia que é área pública, isso sim é invasão, apropriação de um espaço público. Cadê o respeito com a área de marina, exigência da Constituição Federal para sua preservação e manutenção?

Vendo tudo aquilo, temos certeza de como vinha e como vem funcionando a “Moeda Verde”, operação deflagrada pela POLÍCIA FEDERAL em Florianópolis pela venda de licenças em áreas de preservação ambiental, permanentes.

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e o Ministério Público Federal (MPF) deveriam acionar os responsáveis e demolir toda aquela área saqueada pela ganância imobiliária, ambição e  egoísmo do ser humano. São necessárias a aplicação da legislação e punição dos responsáveis.

Precisamos devolver aquele paraíso para a população de Florianópolis, oferecendo livre acesso para nativos e turistas poderem apreciar as belezas desta natureza ímpar que nos foi roubada, que foi ceifada de todos nós. Depois, estes usurpadores vêm com o velho discurso, afirmando que os sem teto, os sem terra, os sem nada que invadem!! E quanto aos sem vergonha, sem respeito, sem escrúpulo, que invadem, manipulam, se protegem mutuamente e está tudo certo? Até quando temos que conviver com esta bandalheira? Isto tem nome, chama-se pilhagem de terra, apropriação indébita de área de domínio público.

E ainda colocam um posto da PMSC para lhes dar proteção, enquanto grandes áreas urbanas de nosso Estado e dentro da própria Ilha continuam oferecendo risco para a população, como as regiões de domínio do tráfico que permanecem em completo abandono, necessitando de mais atenção, sem uma viatura sequer, largadas às moscas, abandonadas à própria sorte.

Mario Antonio da Silva - Presidente do SINTESPE (Sindicato dos Trabalhadores  no Serviço Público Estadual de SC) / mario@sintespe.org.br

 
 
 
 
Ponto de Vista:
 
Invasão Criminosa
 
Em passagem pela região norte da Ilha de Santa Catarina (Florianópolis)
dias destes, a trabalho, fui convidado por um amigo para conhecer a badalada Praia Brava. Leia !
 
.: Página Inicial :. .:Escreva p/ o SINTESPE:. .: Atualizar Endereço de Correspondência :. .: Contra Cheque :. .: Cronograma de Pagamento :. .: E-mails :.