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CAMPANHA SALARIAL 2009

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Mobilização dos servidores reabre negociação da Pauta Salarial 2009 com o Governo

A diretoria do SINTESPE foi recebida na manhã de terça-feira, dia 3, no Centro Administrativo do Governo, pelos Secretários Valdir Vital Cobalchini e Ronaldo José Benedete, juntamente com a Diretora Geral da Secretária da Administração (SEA) Maria Eduarda e os técnicos da Secretaria Dakol e Tânia. A decisão do Governo em receber a diretoria do Sindicato para retomar a negociação da Campanha Salarial ocorreu após a mobilização dos servidores públicos no Ato do dia 28 de novembro.

Durante a reunião, foi cobrado pela diretoria do SINTESPE, uma solução urgente para a Pauta Geral dos Trabalhadores do Serviço Público, que prioriza a Descompactação da Tabela Salarial e o Reajuste do Auxílio-Alimentação.

Foi também ratificado pela diretoria do sindicato a urgência de enviar para a Assembléia Legislativa (ALESC) o projeto da descompactação e descongelamento do auxílio-alimentação, imediatamente, pois os trabalhadores anseiam por uma resposta urgente, em face da troca de Governo que está para ocorrer no início do ano de 2010.

Os servidores estão temerosos, por mais um ano, sem qualquer alteração de salário, pela teimosia do Secretario da Fazenda e do Governador Luiz Henrique da Silveira, que insistem em manter a tabela congelada, desde o ano de 2006, e, o auxílio-alimentação congelado desde o ano do ano de 2000, quando foi criada a lei, situação que não podemos mais aceitar, deste estremo arrocho salarial.

Os secretários e o corpo técnico da SEA afirmam que o estudo do impacto financeiro, já está pronto em cima da tabela proposta pelo SINTESPE. Falta apenas a definição do Secretario da Fazenda Marcos Antônio Gavazzoni tomar uma posição concreta, e enviar a proposta para ALESC.

Na ocasião foi protocolado um ofício com o Secretário da Administração, onde foi destacado que os servidores não suportam mais tanto desprezo e desrespeito, ignorados pela política do Governo de Luiz Henrique da Silveira.

Foi acrescentado também na reunião a deliberação do ato no dia 28/10 que votou por unanimidade pelo Estado de Greve em todas as Secretarias, Autarquias e Fundações “Por toda Santa Catarina”.

Estado de Greve nas Secretarias, Autarquias e Fundações, o que significa:

Significa à construção da Greve Geral através de organização, reuniões e mobilizações nos locais de trabalho. Informando o Sindicato dos encaminhamentos das atividades que irão ocorrer, bem como as que querem fazer, as atividades precisam ser organizados pelos representantes e Associações em conjunto com o SINTESPE que tem o papel importante em organizar as agendas, com todos os trabalhadores.

Os trabalhadores têm um papel fundamental também, em cobrar nos seus locais de trabalho, a responsabilidades dos Secretários de Estado, Diretores e Chefias, em dar solução a estas demandas salariais, bem como o envio do projeto da descompactação da tabela e descongelamento do auxílio-alimentação para apreciação e aprovação ainda neste ano na ALESC, em função do recesso dos trabalhos dos Deputados a partir dezembro, retornando somente após o Carnaval de 2010.

O que devemos realizar:

Além de Atos em frente aos locais de trabalho com paralisações no dia, bem como é necessário dialogar com a sociedade, com Deputados da base do Governo e oposição, á exemplo da luta do Iprev no ano de 2008, como as mobilizações que já ocorreu no Deinfra neste ano e o que vem sendo feito pelo grupo da Segurança Pública e Saúde neste momento.

Trabalhadores do Serviço Público Estadual, á responsabilidade da luta é de todos. O SINTESPE nunca deixou de realizar mobilizações e chamar á todos para participar e continua cobrando urgência e, uma posição concreta do Governo, mas conta com a participação de cada um, para fortalecer essa luta, que só com mobilização e união de todos nós vamos avançar! Este Governo esta de partida, o estado não é deles, vamos cobrar o que é nosso por direito, pois só a luta fará o direito ser respeitado e atendido.

Nossos objetivos:

Queremos tratamento iguais para todos, nas gratificações e nos abonos, o exemplo negativo da Educação, que só recebem quem esta no prédio da SED, próximo do Secretário, o Governo tem o compromisso em estender também á todos os Administrativos, bem como na Agricultura nenhum trabalhador tem gratificação, é necessário todos estarem na luta pra ganhar;

Queremos uma Lei única, com respeito ao piso salarial valorizado para todos. Com reposição salarial e data base anual justa para todos, com enquadramento e valorização por tempo de serviço, cursos de capacitação permanente para todos;

Queremos saber por que para alguns o salário (com gratificações muito diferentes, teto de 22 mil, abonos de 2 mil) é o paraíso e, para outros o inferno, os trabalhadores do serviço público não são iguais, Senhor Governador Luiz Henrique da Silveira?

Primeiro vem o estômago, depois a moral.
Bertolt Brecht

O Governo nos deve explicação:

- A receita estadual aumentou em 16% no período de junho 2008 a junho de 2009, va­lor equivalente a R$ 1 bilhão e 200 milhões, mesmo com toda a crise internacional e as catástrofes climáticas no estado. O Secretario da Fazenda tem enaltecido na imprensa o aumento da receita, afirmando que o Estado de SC é o 2° melhor arrecadador de receita do país. Mas quando se trata de revisão salarial dos trabalhadores público do estado, afirma com a maior cara de pau “não temos dinheiro”.

- A opção pela renuncia fiscal de 2 bilhões em 2008/2009 – O Governador Luiz Henrique da Silveira optou em dar isenção bilionária aos empresários de Santa Catarina, e continua arrochando os salários dos trabalhadores do serviço público e penalizando toda a sociedade nas políticas públicas “por toda Santa Catarina”.

- O único reajuste salarial neste Governo foi de 1% em 2003 e abonos - não temos política salarial em Santa Catarina, o governo concede gratificações para alguns, teto de R$ 22 mil para outros, e para o conjunto dos trabalhadores públicos: zero de reajuste, congela­mento da tabela e do auxílio-alimentação – Queremos reajuste isonômico com os Delegados e com os Fiscais da Fazenda.

- Existe hoje mais de 70% dos trabalhadores públicos estaduais comprometidos com  Bancos, através de empréstimos, toda renda comprometido com descontos, pela ausên­cia de uma política de reposição salarial anual e isonômica.

Trabalhadores do Serviço Público, de todas as Secretárias, Autarquias e Fundações, “Por toda Santa Catarina” em estado de greve, pedem respeito, por quem esta a frente da administração pública de Santa Catarina, neste momento, o Sr. Luiz Henrique da Silveira.


Contra a enrolação e Zero de
reposição, intensificar a Mobilização
 

“Não conseguireis desgostar-me da guerra.
Diz-se que ela destrói os fracos,
 mas a paz faz o mesmo”

(Bertolt Brecht).

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